O cabresto de nós.

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Dr. Ciro P. M. Franco (Dentista de cavalo)

O cabresto de nós.

Dr Ciro P. M. Franco é médico veterinário, especializado em odontologia    equina trabalha com atendimentos odontológicos clínicos e cirúrgicos, ministra cursos e palestras e também atua no projeto de desenvolvimento de equipamentos para odontologia em cavalos.

Quando falamos em “Odontologia Equina” logo vem em mente os dentes dos cavalos, mas não é só isso ! Existe todo um sistema envolvido, chamado “estomastognático” o qual envolve ossos , músculos, articulações , tecidos moles e todas as estruturas relacionadas a cavidade oral e na mastigação.

Durante anos de trabalho como dentista de cavalo, já atendi milhares deles e com os mais diversos problemas, nas mais variadas estruturas da cavidade oral, mas para esta matéria resolvi falar de apenas um dos problemas que há muito tempo passa despercebido por treinadores e cavaleiros:

“Os ferimentos causados pelos cabrestos de nós”

Em meus cursos sempre explico aos alunos estudantes e médicos veterinários os ferimentos causados pelos nós dos cabrestos no lado interno das bochechas dos cavalos, para que eles levem as informações a campo, nos haras e centros de treinamentos.

Em virtude disto resolvi escrever um artigo de maneira bem simples sobre este assunto com objetivo de levar estas informações diretamente aos apaixonados por cavalos, para que cavaleiros e treinadores deixem de usar ou usem com cuidado estes tipos de cabrestos em seus animais ,“ O cabresto de nós”.

O cavaleiro artesão no momento da confecção do cabresto de nós, busca a simetria entre a

distribuição dos nós do cabresto, buscando uma boa aparência do equipamento, é neste momento que os nós dos cabrestos ficam justamente sobre os dentes das arcadas superiores, fazendo um sanduiche de bochecha, sendo de um lado o nó e do outro lado as pontas dos pré-molares e molares superiores . Este contato do nó causa incomodo e desconforto até mesmo nos animais mais dóceis que não reagem contra o cabresto , devido a saliência do nó, mas este problema pode agravar muito e formar um grave ferimento em um ato de estiramento do animal quando estaqueado ou durante uma cavalgada ou treinamento, pois nestas atividades utilizamos a cabeçada e as vezes ainda com fechador de boca , justamente sobre este nó fazendo uma pressão muito maior e intensa sobre estes nós ferindo ainda mais o lado interno das bochechas   .

A reação do animal em relação a este ferimento é de muita dor, incomodo e desconforto, é comum o animal ficar com a cabeça movimentando inquietamente , para cima e para baixo ou para um lado e para o outro e também puxões nas rédeas durante a cavalgada ou treinamento . Estes comportamentos são reconhecido e identificados erroneamente pelos treinadores e cavaleiro como hábitos de mal comportamento do animal em vez da dor .

Existem cabrestos de fitas de nylon , couro e diversos outros tipos que não são salientes nesta região dos dentes , estes são seguros e não machucam a boca em um caso de estiramento ou equitação .

Em treinamento e competições onde o cavalo fica dentro de uma pista ou picadeiro o uso do cabresto normalmente é dispensado , mas nos animais de cavalgadas além de servir para contenção durante as paradas e condução em alguns trechos a pé também é um importante item de segurança em varias situações

 

 

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“Ferimentos causados por nós do cabresto” .

 

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“Nós do cabresto sobre os dentes pré molares superiores .”

 

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“Cabresto de fita de nylon , mais indicado pois não causa ferimentos por não ter saliência”

 

Autor: Doutor Ciro

Dr. Ciro Pinheiro Mathias Franco – CRMV SP 18914. Médico veterinário autônomo especializado em odontologia eqüina. No Brasil esteve presente nos mais importantes eventos como cursos, palestras e congressos sobre odontologia eqüina com a presença de médicos veterinários brasileiros e internacionais. Trabalha com odontologia eqüina em diversos haras e centros de treinamento em vários estados do Brasil.

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